Por que adoecemos?

A maioria de nós está acostumada a entender as doenças de um ponto de vista biológico, como algo ruim que vem de fora, nos ataca, nos fragiliza e nos tira do estado de saúde perfeita.

 Para entender o processo do adoecimento de forma mais ampla, precisamos considerar a possibilidade da doença ser a manifestação física de um estado de desequilíbrio criado internamente e lentamente nos níveis não físicos do nosso organismo.

 Antes de aparecer no corpo físico, a doença surge primeiramente como um desequilíbrio energético nos níveis mais sutis do complexo sistema formado por corpo-mente-espirito, que compõe o Ser Humano. Também conhecido como “campo de energia humana” ou “biocampo” , essa camada mais sutil pode ser compreendida como uma rede de energia eletromagnética que envolve e interpenetra o corpo físico afetando o seu funcionamento e anatomia. Apesar de invisível ao olho humano, nesse nível energético ocorrem os processos psicológicos que desencadeiam as reações psicossomáticas.

As doenças são o resultado de bloqueios, distorções e desequilíbrios no fluxo natural da energia vital nesse nível e elas se apresentam como um sinal de advertência indicando que há algo de errado com o sistema.  Os sintomas em geral são manifestações naturais do nosso organismo numa tentativa de recuperar o equilíbrio fisiológico, psíquico ou emocional que por algum motivo se encontra comprometido.

Dessa perspectiva, deixamos de ver a doença como um inimigo, mas como um mensageiro que traz informações importantes sobre nós mesmos e sobre os desequilíbrios que criamos, consciente ou inconscientemente quando nos esquecemos da capacidade que temos de viver de forma saudável, plena e prazerosa.

Isto requer coragem e uma grande abertura para a mudança de perspectiva sobre o adoecer.

Desse ponto de vista, a doença funciona como um sinalizador muito importante, eu diria, indispensável ao desenvolvimento do modelo biológico que somos, porque esse sinalizador permite a detecção, a correção e, portanto o aprimoramento do nosso sistema físico, mental, emocional e espiritual.

Seria análogo ao aparecimento da febre como indicação de uma infecção. Nenhum médico prescreveria um antitérmico sem querer investigar o que está causando a febre.

Quando a doença física é diagnosticada, na verdade ela já percorreu um longo caminho, que pode ser resumido em três estágios :

No primeiro momento ocorre o desequilíbrio que bloqueia ou distorce o fluxo de energia vital no nosso sistema. O desequilíbrio nesse nível geralmente não é percebido como doença. Ele pode ser criado por crenças, pensamentos, sentimentos, comportamentos ou estilos de vida que criam sofrimento. Todo sofrimento é causado pela ilusão do isolamento, que gera o medo, a culpa, o ódio e vários outros sentimentos negativos que distorcem completamente os sentimentos de amor e o real significado do viver.

Se o desequilíbrio persiste, ele desce em cascata para o nível fisiológico ou funcional, ou seja, a pessoa pode se sentir doente mesmo antes dos sinais aparecerem no corpo físico.

No terceiro nível a alteração se torna anatômica, onde o corpo físico passa a apresentar o desequilíbrio nos seus órgãos e tecidos.

Sendo assim, não basta tratar somente a doença, mas também a causa que originou a distorção. É preciso que a pessoa doente faça a transformação interior que o levará a uma cura duradoura. Enquanto isso não ocorrer, os sintomas poderão desaparecer temporariamente, mas voltarão a se manifestar até que a causa tenha sido sanada. Uma vez que haja a consciência da mensagem da doença é possível trabalhar na direção da cura.

Referencias:
Hands of Light by Barbara Brennan
Energy Medicine by James Oschman
Wheels of Light by Rosalyn Bruyere
The Therapeutic Touch by Dolores Krieger
Vibrational Medicine by Richard Gerber, MD

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